terça-feira, 12 de abril de 2011

O PROJETO

O tema principal focalizará a implementação das Diretrizes Curriculares para a Educação das Relações Étnico-Raciais e o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana no ensino brasileiro, conforme o disposto na lei 10.639/03. Pretendemos sensibilizar e instrumentalizar profissionais da educação para atitude científica e a reflexão da própria prática pedagógica, oferecendo oportunidades de reflexão sobre a construção histórica do racismo e suas conseqüências político-pedagógicas no contexto brasileiro, bem como servir de elemento desencadeador de uma postura social e científica de descobrir e produzir conhecimentos críticos que visam o controle e a superação do fenômeno do preconceito racial em todas as dimensões da vida social, como ponto de partida para a implementação de programas e currículos escolares que obedeçam ao disposto na referida lei.
A lei nº 10639 está incluída na LDB e foi sancionada em 09 de janeiro de 2003, pelo Presidente Luis Inácio Lula da Silva. Essa lei torna obrigatório, nos estabelecimentos de ensinos fundamental e médio, oficiais e particulares, o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileiras, contemplando o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, valorizando a participação do povo negro nas áreas social, econômica, política e cultural pertinentes à História do Brasil. A lei determina ainda a inclusão no calendário escolar do dia 20 de novembro como o “Dia Nacional da Consciência Negra”.
Essa lei é resultante de anos de lutas e pressões do Movimento Negro Brasileiro por uma educação anti-racista. Os debates que vem acontecendo pela implementação dessa lei, dão conta de que é preciso antes de mais nada reconhecer e combater todas as formas de racismo e preconceito presentes no contexto escolar.
A discriminação racial das pessoas negras permanece na sociedade brasileira, desde o período da escravidão, até os dias de hoje. É um dos determinantes do destino social, econômico, político e cultural dos afro-brasileiros.
O silenciamento sobre as questões raciais da sociedade brasileira tem impedido o trabalho de promoção do potencial intelectual e afetivo de milhares de descendentes do povo negro, herdeiros do preconceito histórico brasileiro. Inúmeros estudiosos das relações étnicas na escola apontam o que esse conflito tem causado, há séculos, nas crianças e jovens afro-brasileiros: auto-rejeição, baixa auto-estima,, sentimentos de incapacidade pessoal, rejeição aos companheiros da mesma condição, timidez, pouca ou nenhuma participação nas atividades escolares, dificuldade de aprendizagem, recusa em ir à escola, repetência e evasão escolar.
O estigma racial das crianças e jovens negros na realidade escolar não se restringe ao modo como são tratados por seus colegas e pelos profissionais da educação. Os materiais didático-pedagógicos, especialmente os livros didáticos, em geral, apresentam o negro em situação de subserviência ou de desprestígio social. Historicamente, o que tem povoado o imaginário do contingente educacional, são referências positivas aos valores culturais europeus e de povos brancos, em detrimento das culturas dos negros e do continente africano. Há também o discurso social da dissimulação, apelidos, xingamentos, ironias, que consolidam as representações do preconceito racial.
Portanto, nós educadores brasileiros, necessitamos urgentemente enfrentar esses conflitos, se desejamos uma escola verdadeiramente democrática e solidária. Para tal não basta a sensibilidade e boa vontade dos responsáveis pela educação, mas também ações estratégicas para a formação profissional de educadores e gestores, bem como a produção de conhecimentos e recursos pedagógicos, para que possam realizar um trabalho em favor de todos, e cumprir a tarefa da promoção da igualdade, do respeito e da tolerância às diferenças.
Neste sentido, a presente proposta de extensão abrange também a vocação de interiorização da Universidade Federal Fluminense, dando continuidade ao movimento iniciado já há longo tempo junto às diferentes comunidades do Estado do Rio de Janeiro. A extensão universitária em destaque favorece o movimento de abertura para a realização de múltiplas interações entre a Universidade e os diferentes atores sociais, no âmbito dos poderes públicos locais (de Angra dos Reis e Niterói) ou no da sociedade civil, em especial com o Grupo de Consciência Negra Ylá Dudu de Angra dos Reis; discutindo, articulando saberes, estabelecendo debates, reconhecendo os sujeitos cognoscentes, realizando sistematizações, contribuindo  nesta perspectiva para os processos de formação continuada dos educadores, presentes no espaço escolar e nos espaços de nossa sociedade.
            Desta forma objetivamos a formação continuada dos profissionais da educação, em torno de idéias para o ensino que possam desembocar em processos teórico-metodológicos que permitam enfrentar o grande desafio da promoção da igualdade social através da educação. Portanto nesse projeto enfocaremos a práxis educativa e as possibilidades de organizar o trabalho escolar comprometido com o respeito à igualdade racial, em consonância às auto-reflexões dos participantes.
Este projeto pretende assumir o desafio de superação da tradicional postura universitária na qual se julga detentora e doadora de um único saber socialmente válido. O reconhecimento de novos atores, produtores de conhecimentos e cultura, estabelece a dialogicidade necessária para os canais de comunicação entre Universidade e Sociedade, e ao mesmo tempo permite dar visibilidade / legitimidade aos saberes criados e acumulados nas diferentes práticas sociais.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Negros e Negras em Salvador - Bahia !!!!!!

Tivemos uma vivência inesquecível nessa cidade cheia de luz e alegria e que nos acolheu de braços abertos!!!

Um lugar onde a negritude é estampada em cada sorriso ,em cada gesto, em cada abraço apertado e afetuoso desse povo que luta,que canta,que dança,que briga,que BRILHA!

Onde o orgulho de ser NEGRO é vivo e intenso nos corações e nas ações de cada um.

Como esquecer do cheiro do vatapá e do acarajé que exala de cada canto da cidade; Dos terreiros de |Candomblé permeados de ternura,amor e aconchego; Dos mares azuis e areias cheias de alegria,de euforia dos meninos e meninas saltando n'água dentro do pôr do Sol do Porto. Dos homens e mulheres desfilando seus cotidianos nas ladeiras do Pelô;Da energia que pulsa dentro da gente na  luz e força do Ilê Ayê; Enfim de toda essa gente poderosamente negra,poderosamente GENTE


                                               
                                                 “BAHIA DE TODOS OS NEGROS”

OS NEGROS EXPLODEM NA TELA COMO FESTA DOS DEUSES,COMO ÁPICE DE BELEZA,COMO SE NÃO FOSSE POSSÍVEL MAIS ENCANTADO,MAIS PULSANTE,COMO  BENÇÃO DERRAMADA DE ORIXÁ.
LINDOS NEGROS,LINDAS NEGRAS
FORÇA IMPÁVIDA,ROSTO ALTIVO.
A PELE CHEIA DE HISTÓRIAS,PROSAS ,POEMAS,PELE POEMA.
O CORPO INUNDADO DE MÚSICA,CORPO MÚSICA.
TUDO DANÇA NA MÍSTICA DA COR,ALEGRIAS E TAMBÉM PRANTO.
TUDO TÃO IMPREGNADO DOS SEUS,DOS NOSSOS,DAQUELES.
NEGRO QUE BEBE  A  ANCESTRALIDADE E DESPEJA NA BOCA DO PRESENTE UM LEITE DOCE,LEITE FORTE,ELIXIR DE CORAGEM E LUTA.
QUE CORES VIBRAM COM ESSES BELOS NEGROS?VIBRAM MAIS,MUITO MAIS!
TUDO VIBRA EM TONS MÁGICOS NAQUELA PELE TINTA,TUDO AQUECE  E FERVE NAQUELE SANGUE MANTO.


O SORRISO É CLARO,ABERTO,FRANCO E AFETUOSO.
HOMENS DESLUMBRAM NAS LADEIRAS SUAS NEGRITUDES MAGNÍFICAS E NOS DISSOLVEM EM LÂNGUIDAS PAIXÕES.
MULHERES DESPERTAM RUBRAS INVEJAS,PROVIDAS DE TÃO RARA BELEZA E CORPO SENSUALMENTE NATURAL E POSTO,POSTO-DISPOSTO.
AMORTECEM COM SEUS OLHOS VIVOS DE   FEMINILIDADE E FORÇA AS NOSSAS INSEGURANÇAS CORTANTES DE MULHER.
OS MENINOS E MENINAS CORREM PELO PELÔ,NADAM NOS MARES MORNOS DO PORTO,SE ESPARRAMAM PELAS AREIAS CLARAS DO ABAETÉ,BRINCAM DE PINGAR NOSSA ALMA DE LUZ.
E CANTAM,TODOS CANTAM..NA FALA JÁ CANTAM! NOS AMORES CANTAM,NAS DORES TAMBÉM CANTAM.
SAGRADO CANTO ESTE PRETO CANTO.
SAGRADA GENTE ESTA PRETA GENTE.
ADMIRÁVEL GENTE PRETA.
PRETUME RETINTO QUE PINTA DE RAÇA,BELEZA E ALEGRIA OS CAMINHOS DA BAHIA.
E O QUE É QUE TEM NA BAHIA?
QUE BAHIA É ESSA?
É A BAHIA DE TODOS OS CANTOS
DE TODOS OS SANTOS
É A BAHIA DE TODOS OS NEGROS.



Clariana Morato




sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Negros e Negras em Paraty!!!

* Flip - Off Flip ( Agosto 2010)

* XII Encontro da Cultura Negra do Quilombo do Campinho   da Independência ( Nov 2010)














sexta-feira, 4 de junho de 2010






Oficina na Escola Municipal de Caxias

Pessoal,esses são alguns registros da oficina que fizemos em uma escola de Caxias-RJ.
Nos dividimos em áreas diferentes e levamos um pouco da cultura negra e da valorização da identidade aos pequenos.

Oficina de pintura - Andrew e Rejane (Painel Africano)

Oficina de música - Clariana e Carol (instrumentos musicais feitos com sucata (tambor,chocalho e pandeiro) e ensaio de um musical com atabaque ,violão e coro das crianças)

Oficina de Cabelo - Priscila e Gisela (Valorização do cabelo Afro)

Oficina de Samba - Sarah e Karina (Origem e valorização da cultura musical no samba)

Foi um dia incrível,de muita troca e alegria.


Não podemos deixar de agradecer aos queridos professores e idealizadores do Projeto,Graça e Zé Luiz que estavam presentes de corpo e alma neste dia,cheios de vibração!!!


E claro aos nossos incríveis voluntários Dereckson e Fran!!!! 



Olha os Negros e Negras em movimento aí geeeente!!!!


Clariana


































Oficina Samba Nêgo - Caxias RJ




Oficia Cantáfrica